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O livro de Christopher Vogler “A Jornada do Escritor“ foi feito, com o objetivo de ser um guia para escritores e roteiristas. Mas há quem diga que pode ser interpretado como um livro de lições de vida. A Jornada do Escritor não pode ser encarada como um mapa, ou como um livro de regras para a literatura. O autor diz que ele pode ser usado como uma fórmula, não como uma forma, é preciso ler para ter um referencial. Não como um livro que impõe o quê e como têm que ser escritos os textos literários.
O livro é escrito com uma linguagem simples, explicações mastigadas, criado para públicos de todo o mundo. O que pode ter gerado críticas entre alguns intelectuais. Vogler mostra que não existe um molde. Pois cada história tem seu próprio modelo, dependendo da maneira com que ela se desenrola, cada uma necessita de um fim diferenciado.
O autor afirma que “A Jornada do Escritor” foi uma grande influência para as criações literárias já existentes, mas acredita que irá aumentar mais ainda as criações do futuro. Basta os contadores de histórias entenderem esses princípios.

As críticas foram enormes ao se tratar do herói como guerreiro. Alguns chegaram a dizer que o livro não passava de um objeto publicitário para influenciar os homens a se alistarem nas Forças Armadas. Mas o herói como guerreiro é apenas uma parte do que ele pode ser. Ele pode ser qualquer coisa, de príncipe a monstro.
A jornada é sempre igual para todos. Qualquer pessoa nasce, cresce e morre. Vogler descreve o tipo de jornada do homem, que pode ser linear, e a jornada das mulheres, que pode se desenvolver em espiral. Ela pode ser contada de várias formas diferentes, em qualquer seqüência, indo de um ponto para outro.
O ponto interessante para este livro é o conceito de que os heróis são necessários para que as mudanças ocorram e que essas mudanças, em geral, possuem um aspecto positivo. Sem os heróis, nada acontece e nada é possível se eles não passam por desafios, lutas e dificuldades. Em outro ponto, ele fala que ao contrário das histórias de heróis, que geralmente chegam ao fim, a jornada para entender todas as idéias são infinitas. Na vida, estarão sempre acontecendo situações diferentes, novos desafios e sempre novos vilões. Portanto, não há um fim absoluto.
O livro, de certa forma, fala sobre a vida de todos os seres humanos que vêm ao mundo, crescem , enfrentam as dificuldades da vida, para acabar morrendo. Existem fases na vida de todo homem, e elas nunca têm fim. Pois cada um vive aquilo sempre. Sempre o mundo terá motivos para mandar coisas novas, assim como o mar que nunca pára e está sempre nos trazendo coisas novas.

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